Medicina Tradicional Chinesa

Tuesday, September 21, 2010

Inability of Liver to Produce DHA May Contribute to Alzheimer’s

UC Irvine researchers have discovered that markedly depleted amounts of an omega 3 fatty acid in brain tissue samples from Alzheimer’s patients may be due to the liver’s inability to produce the complex fat, also contained in fish-oil supplements.

Low levels of docosahexaenoic acid, or DHA, have been associated with the chronic neurodegenerative disease affecting millions of Americans, but no cause had been identified.

In postmortem liver tissue from Alzheimer’s patients, the UCI team found a defect in the organ’s ability to make DHA from shorter molecules present in leafy plants and other foods. Previous studies have shown that most brain DHA is manufactured in the liver.

Non-Alzheimer’s livers did not have this defect, said Daniele Piomelli, the Louise Turner Arnold Chair in the Neurosciences and director of the Center for Drug Discovery at UCI, who led the research with Giuseppe Astarita, project scientist in pharmacology.

“We all know Alzheimer’s is a brain disease, but our findings—which were totally unexpected—show that a problem with liver fat metabolism can make people more vulnerable,” Piomelli said. “They also suggest a reason why clinical trials in which Alzheimer’s patients are given omega-3 fatty acids to improve cognitive skills have had mixed results.”

The study appears Sept. 8 in the open-access, peer-reviewed journal PLoS ONE.

DHA occurs naturally in cold-water fatty fish and seaweed. It is essential for the proper functioning of adult human brains and for the development of our nervous system and vision during the first six months of life. Omega 3 fatty acids are also part of a healthy diet that helps lower risk of heart disease.

“Additionally, we found that the greater the amount of Alzheimer’s-related cognitive problems experienced in life by the patients, the lower were their liver DHA levels,” Astarita said. “So we do see a connection.”

Piomelli added that the results point to new diagnostic and dietary approaches to Alzheimer’s: Specific blood lipid profile tests might identify at-risk persons, and dietary supplements with a chemically enhanced form of DHA may benefit early-stage patients.

“Our research isn’t advocating that liver metabolism is a key to Alzheimer’s,” he noted. “The factors causing the disease are many and complex, but we feel this is another piece in the Alzheimer’s puzzle.”

Wednesday, September 15, 2010

O abençoado Alho

O alho (Allium sativum) é um vegetal da família Liliacerae, sendo encontrado na forma de raiz. Seu bulbo, vulgarmente conhecido como cabeça, é constituído por vários dentes, os quais são empregados como condimento culinário e como medicamento há centenas de anos em todo o mundo. Este emprego na culinária o coloca em vantagem frente a outras ervas de efeito farmacológico conhecido e desejável como o Ginkgo biloba, por exemplo.

Antigamente, no Egito, o alho era usado para remediar a diarréia e, na Grécia antiga, ele era empregado como medicamento no tratamento de patologias pulmonares e intestinais. Pesquisas recentes identificaram que o alho possui ainda diversas propriedades dentre as quais se destacam as antimicrobianas, antineoplásicas, terapêuticas contra doenças cardiovasculares, imunoestimulatórias e hipoglicemiante.
Pasteur relatou, em 1858, a atividade antibacteriana do alho que tem sido confirmada por diversos autores até hoje. Em laboratório, mediante diluição em série, o extrato fresco de alho mostrou ser capaz de inibir o crescimento de 14 espécies de bactérias, entre as quais o Stafilococcus aureus, Klebsiella peneumoniae e Escherichia coli, que são bactérias potencialmente maléficas à saúde. Isto ainda se deu, mesmo usando o extrato de alho diluído 128 vezes.

Uma solução de 5% preparada com alho fresco desidratado mostrou atividade bactericida contra Salmonella typhimurium. Isto é atribuído à alicina, o componente chave da atividade antimicrobiana que também é responsável pelo odor característico do alho. A atividade antimicrobiana do alho é reduzida com sua fervura pois a alicina é desnaturada durante o processamento térmico.
O alho ainda tem se mostrado ser capaz de combater o Helicobacter pylory, a maior causa de dispepsia, câncer gástrico e também de úlceras gástricas e duodenais. Foi observado recentemente que 2g/L de extrato de alho inibe completamente o crescimento do H. pylori. Os autores concluíram que este efeito bactericida pode contribuir para prevenir a formação de câncer gástrico.

Esta evidência foi comprovada num estudo epidemiológico efetuado na China, onde foi notado que: O risco de câncer gástrico é 13 vezes menor em indivíduos que consomem 20g/dia de alho em relação aqueles que consomem menos que 1g/dia. Em outro estudo, na Itália, foi observada uma correlação negativa entre o consumo de alho e o risco de câncer gástrico (risco relativo = 0,8). O efeito anticancerígeno do alho parece estar ligado à estimulação da enzima hepática glutationa S-transferase envolvida em processos de detoxicação de muitos carcinógenos.

A seguir, no quadro 1, podemos observar a composição centesimal do alho.
O que mais se destaca na composição nutricional do alho, são os altos teores dos elementos zinco e selênio, ambos metais antioxidantes. No organismo humano, estes nutrientes estão envolvidos tanto direta como indiretamente no funcionamento do sistema imunológico.

Diversos são os estudos que têm identificado baixos níveis sangüíneos tanto de selênio como de zinco, em pacientes portadores de patologias como a AIDS, onde o sistema imunológico encontra-se gravemente debilitado. A prescrição dietoterápica atualmente feita para tais pacientes preconiza o consumo de alho, entre outras coisas. Há estudos que apontam para uma atividade anti-viral do alho. Neste sentido, seu consumo também é indicado para casos de resfriado, gripe e nas viroses em geral.
A propriedade imunoestimulatória do alho está, também, relacionada à presença de substâncias encontradas no seu extrato (dialil trisulfito e dialil sulfito) que estimulam a imudidade de uma maneira geral (estimula a proliferação de células T e de citocinas produzidas por macrófagos). Neste sentido, estudos têm demonstrado que o alho atua estimulando tanto a imunidade humoral como a celular.

Outro efeito nutracêutico notável do alho esta relacionado aos benefícios cardiovasculares que ele proporciona. O consumo regular de alho reduz o nível do colesterol sérico total, evita a agregação plaquetária e também possui atividade antioxidante, prevenindo aterosclerose e doenças cardiovasculares. Estudo canadense efetuado com homens moderadamente hipercolesterolêmicos (32 a 68 anos) mostrou que o consumo de 7,2g/dia de extrato de alho durante meio ano reduz em 5,5% a pressão arterial sistólica, em 7,0% o colesterol sérico total e em 4,6% o colesterol de baixa densidade (LDL).

A atividade hipocolesterolêmica do alho se deve à inibição de diversos passos enzimáticos da síntese hepática do colesterol e a um acréscimo na excreção de ácido biliar e de esteróis. Os componentes do alho alicina, alinina e S-alil sulfato exibem propriedades que inibem a agregação plaquetária. O efeito em rede de tais propriedades resulta na prevenção da aterosclerose e das doenças cardiovasculares.
Na prevenção de doenças, o alho também tem merecido destaque. Recentemente, um estudo epidemiológico efetuado em duas regiões distintas da China, uma que emprega o alho na culinária e outra que não o utiliza, mostrou que a região que usa regularmente o alho tem menores índices de morbidade e de mortalidade em relação a região que não utiliza o alho na alimentação.

Se não bastasse todos os benefícios à saúde aqui descritos, o alho ainda possui propriedades hipoglicemiantes. O extrato de alho mediante seu componente sulfóxido S-alilciteína, reduziu significantemente a glicose sangüínea. O mecanismo provável desta atuação se deve, ao menos em parte, ao estímulo à secreção de insulina pelas células ß do pâncreas.

- Pricipais benefícios do consumo regular de alho na
quantidade mínima de 8g/dia.
Aumenta a longevidade
Reduz os riscos de infarto
Favorece o bom funcionamento do sistema imunológico
Reduz a glicose sanguínea
Reduz o colesterol LDL (ruim)
Aumenta o colesterol HDL (bom)
Combate bactérias e vírus
Previne a aterosclerose
Previne o câncer
Melhora a qualidade de vida

Em resumo, os dados dos estudos apontam para diversos benefícios à saúde derivados do consumo regular do alho. Isto torna o alho uma especiaria extremamente atrativa de ser incluída no cardápio diário não somente pelo seu aroma e sabor, mas também pelos seus benefícios medicinais.

Pacific Highway

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